CRP-MA RECEBE FÓRUM SOBRE RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

Durante a manhã da última quinta-feira (28), aconteceu o fórum Relações Étnico-Raciais: Contribuições da Psicologia para a Luta Antirracista e o Desenvolvimento de Relações Étnico-Raciais mais Equânimes

O fórum contou com a presença dos professores convidados Dr. Ramon Luís Santana de Alcântara (UFMA) e Drª Simone Gibran Nogueira (UNICAMP), pesquisadores das relações Étnicos-Raciais. Os professores convidados fizeram um debate sobre a necessidade de ampliar os referenciais de pesquisa e da psicologia.

O Professor Ramon Luís Santana de Alcântara coordena um grupo de pesquisa na Universidade Federal do Maranhão – UFMA, que se propõe a discutir psicologia, educação e diversidade. “Trabalhamos a diversidade nas dimensões de gênero, sexualidade, étnico-racial e relacionada a pessoas com deficiência. Sobre a dimensão étnico-racial, desenvolvemos um trabalho, desde o semestre passado, discutindo a formação do psicólogo a partir da discussão étnico-racial tanto do ponto de vista dos processos psicossociais do processo do enfrentamento ao racismo, quanto do ponto de vista epistemológico, que trouxemos para o fórum de hoje, acerca de como construir uma psicologia fundamentada com o referencial africano para pensar a diversidade Étnico-racial do Brasil”, explicou.

A professora Simone Gibran Nogueira veio à São Luís, a convite do CRP-MA e da Coordenação do curso de psicologia da Universidade Federal do Maranhão para a XXI Semana de Psicologia. Ela apresentou seu livro recém-lançado África e Diáspora: Libertação, descolonização e africanização da Psicologia: breve introdução à psicologia africana. “O livro decorre da Minha tese de doutorado e traz um panorama histórico, político e epistemológico do surgimento da Psicologia africana como uma referência acadêmica. Esses estudos surgem a cerca de 50 anos nos Estados Unidos e Caribe. Hoje Já possui uma vasta produção mas que só chega no Brasil agora, no contexto das políticas de ações afirmativas. Mas a psicologia africana tem material produzido basicamente em inglês nós não temos muito material em português”, disse.

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